Gilmore Girls encerrando sexta temporada

Mais uma temporada do seriado “Gilmore Girls”, da Warner Channel, vai chegando ao fim. A sexta. Para a criação de Amy Sherman-Palladino, que estreou na TV americana em 2000, estrelada por Lauren Graham e Alexis Bledel (foto) nos papéis centrais de mãe e filha, o sucesso sempre bateu à porta.

 

            Nas videolocadoras brasileiras, é possível alugar a caixa da primeira temporada, o que nos localiza como tudo começou, desde o divertido parto de Rory (Alexis), quando sua mãe, a jovem Lorelai (Lauren) tem verdadeiros chiliques de querer socar a enfermeira.

 

            As Gilmore Girls do título são as divertidas Lorelai e Rory, mãe e filha morenas de olhos extremamente azuis da tradicional família Gilmore, de Hartford, Connecticut, que é formada inicialmente pelos não menos divertidos avós Richard (Edward Herrmann) e Emily (Kelly Bishop). Quando Lorelai fica grávida e sai de casa para ter sua filha e criá-la longe dos avós, torna-se a mãe solteira mais interessante da pequena e insossa cidadezinha de Stars Hollow, onde nada parece acontecer. Lorelai não está mais com o namorado Christopher, pai de Rory, e se torna gerente de uma pousada.

 

Os demais personagens são tão interessantes e divertidos: a maluca porém inteligentíssima Paris Geller (Lisa Weil, anteriormente chamada para o papel de Rory), o dono da lanchonete Luke (Scott Patterson) e a coreana Lane (Keiko Agena), a melhor amiga de Rory. As histórias seguem as aventuras e desventuras das duas personagens centrais, num misto de drama e comédia, às vezes na mesma cena. O seriado é uma simpatia só.

 

            Ao final de mais uma temporada, Lorelai está se decidindo pela separação do longo namoro (incluindo noivado) com Luke, após muitos atropelos e pequenas decepções que foram se acumulando. A filha Rory, muitas vezes combativa, segura de si e não menos inteligente que a mãe, toma as rédeas do seu relacionamento com o filhote milionário Logan Huntzberger (Matt Czuchry). A coisas vão tomando rumo.

 

            Divertido é acompanhar episódios das demais temporadas do seriado, de forma aleatória, quando vemos Rory ainda adolescente, toda tímida e insegura, e sua mãe que a ajuda nas pequenas coisas, como meramente falar ao telefone pedindo informações sobre cursos universitários. Ao final da sexta temporada, Rory é uma jovem adulta, tendo passado por suas experiências sexuais e profissionais, e começado a determinar exatamente o que ela quer.

Lorelai, por sua vez, vai se mostrando insegura em seus relacionamentos, tentando desesperadamente dar um sentido à sua vida. Ela sabe que a filha um dia vai casar e ter sua própria vida, uma vez que já está morando com o namorado. Mas o que ela menos quer é se tornar uma quatrocentona cheio de etiquetas feito seus pais.

 

            “Gilmore Girls” tem esse elemento – é diversão para toda a família, no melhor estilo dos “Family Entertainment” da Warner, com texto rápido, incisivo, divertido, tecendo inúmeras citações ou a cinema, literatura, televisão ou a notícias que atingem o mundo. Afinal, numa cidadela como Stars Hollow onde aparentemente nada acontece, ter um cão chamado Paul Anka ou personagens que falam tanto de outros seriados de TV ou de Hillary Clinton, o público telespectador realmente sai respirando aliviado, ao final dos quatro blocos de cada episódio.

 

            Detalhes: a canção de abertura, “Where You Lead”, foi composta e é interpretada por ninguém menos que Carole King, a mesma autora da famosa “You’ve Got a Friend”. Junto de Carole, na canção está ninguém menos que a filha dela, Louis Goffin, pois há duas vozes – mãe e filha – tal como a idéia básica de “Gilmore Girls”. Você também pode encontrar as duas atrizes principais em dois filmes recentes, desta vez separadas – Alexis Bledel em “Sin City” e Lauren Graham em “Sweet November”, apenas na primeira cena, na cama com Keanu Reeves.

 

Escreveu Ruy Jobim Neto

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